segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Nós Coletivo Arte

the website of our group follows here.
I will be posting some pictures and videos from the year of work we´ve made in Lisbon, between 2010 and 2011


http://www.noscoletivo.br.vu/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

lembro sim. discutimos o estado do mundo encostados a porta. foi lindo, poético e efêmero, como todas as revoluções.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010


A dor
A dor que vem daquele lugar inaudito,
A própria, que grita e vira-se e contorce-se como louca,
A procura de resposta, de aconchego, arrasta-se como um gato cansado para debaixo dum abrigo
Felina orgulhosa, dura, ríspida por dentro mas cheia de sorrisos por fora
Louca
Louca como se a loucura nunca fosse passar
Um suspiro cansado, uma vontade de dormir até acordar
Alegre, jovem, brilhante.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Outubro.

On the day that we met
I awoke
From a total sleep
You said
Keep your eyes open wide
And keep my arms open wide
You brought me courage
You bring me courage
To keep my eyes open wide
And keep my arms open wide
You brought me courage

You show
A kind of delight
Dancing 'round
Like a dragonfly
Like a coverlet in the summer's air
In the summer's air
In the summer's air

You wrap your curve of delight
Round my cold cold neck
You're a coverlet
In the summer's air
In the summer's air
In the summer's air



Caminhava como se fosse tropeçar a qualquer instante. Não havia sequer um segundo que não pensasse nas vantagens ou desvantagens do assunto: como uma pessoa gulosa que tenta se convencer de que não deve comer um doce, mas sente que está salivando só de lembrar do sabor, da aparência, da satisfação. Certo é que existem muitas coisas, muitas além do amor passional, mas tinha um certo quê de vício naquilo (tinha?), ou, quem sabe, o certo mesmo fosse ser em dois (mas como então ser separado? Porque gostava muito de ser uma só), reproduzir e morrer. Aos tropeções chegou ao café, serviu-se de chá porque estava, para variar, doente, e pensou em mil coisas que poderia estar a pensar para não concentrar-se na que estava a sua frente, mas que estava também em todos os lugares – sempre esteve, mas com diferentes rostos. Tinha vontade de parar o tempo, talvez ainda para ser o que geralmente se espera de uma figura feminina. Mas talvez tenha nascido sem uma peça no quebra-cabeças, talvez não pertencesse a este mundo – coragem grande talvez fosse mesmo dizer não. Tanto a se ver e viver, o chá que estava ali, quentinho, o mar reluzente à noite, o frio, a chuva. Não há nada que diga, que se afirme em livro algum, a necessidade de não ser só. Mas a vida é tão cheia de tudo, tão bonita e triste, e as roupas ficam velhas e as caras também e é sempre bom poder dizer: olha, este sapato já estragou-se, tenho um livro pra te emprestar, hoje envelheci mais um dia. Mas não há nada disso. Bom mesmo talvez fosse pensar na música do Yann Tiersen, e nas pessoas que não podem estar conosco porque não conseguimos ou não queremos estar com elas mas que ensinam tanto e amam sem necessidade de definições. Há uma dúvida no ar, seu olhar ficou sério e a coisa tornou-se pesada, porque sabia que ele não estaria mais lá, e que talvez, portanto, fosse melhor dizer não antes de ouvir a mesma palavra.
Tarde demais.

domingo, 11 de julho de 2010

do desenho do meu amigo.


Fui passear pelos desenhos de um amigo meu, que aliás produz coisas excelentes.
e me deparei com essa frase:

E SE O AMOR FOR UMA COISA QUE INVENTAMOS SÓ PARA NOS DISTRAIRMOS?

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então eu me pergunto: qual o peso dessa nossa distração?
O quanto de amor carregas na alma ?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Estudo para projeto:O Lugar que o Corpo Ocupa - Sobre o Peso do Amor.




Como se estivesse em algum lugar escrito, planejado, que tinha de ser assim, e era lindo, era leve, dava vontade de flutuar pelo mundo.
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Como se o ar ou água fossem faltar, como se o sol não fosse aquecer? Não.
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Entram uns pontinhos de reticência e fica ali, o amor, a espreitar-me pela janela da alma.
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Deve de ser como dançar na chuva. Pois eu digo-te: eu não sei. Não se sabe se de fato é amor se não se prova, mas depois de provar é que se percebe a coisa em si. Estes amores forçados,tenho cá para mim, que não são amor. Acho que deve ser leve e a gente não sente o peso, mas sabe que está lá, e mesmo que diga: não, não, eu não quero mais! O outro se ri e sabe que não é de verdade.
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Só com muita estupidez e ansiedade se acaba com isso.
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Tenho cá para mim que é assim também que se amam todas as coisas de um jeito de amar de verdade. Não me perguntem mais, eu não sei o que me acontece: mudei de pedra para algodão.