domingo, 18 de outubro de 2009

Protect me from what I want.

Textos para jornal.

Este é sobre uma artista plástica, a Jenny Holzer.
Como quase ninguém sabe, protect me from what I want não é nada Placebo. É dela.

Uma metrópole. Um prédio em região central. Uma frase com letras de proporções de alguns andares, que reluzem, escancaradas do lado de fora do edifício. Uma artista: Jenny Holzer, e a vontade de provocar a reflexão dos que estão a passar pela rua, distraídos ou preocupados com seus afazeres e trabalhos por realizar. “Protect me from what I want” diz ela, mas eu quero tantas coisas, pensamos nós. Nós queremos felicidade – coisa abstracta – nós queremos dinheiro – e que Holzer nos proteja da forma pela qual obteremos o tão desejado objecto de poder – e alguns de nós querem inclusivamente um mundo melhor. Mas o que estaria esta artista a provocar no público com tais palavras? Estaria Holzer a tentar provocar uma postura mais activa e política nos cidadãos comuns das cidades onde sua arte é exposta/ divulgada?
Holzer através da obra “Protect me from what I want” faz da arte contemporânea uma forma de activismo político. O efémero e rápido que observamos no quotidiano das grandes cidades é limpo de todo o seu excesso e transformado numa obra de impacto avassalador através de uma estética minimalista, porém proporcional ao tamanho da sua irreverência no afirmar dos seus “truísmos” - como são nomeadas as frases usadas pela autora no meio que escolheu para fazer arte: a escrita.
“Protect me from what I want” caracteriza um trabalho que nos leva a contestar nossos desejos e os meios que utilizamos para alcançá-los; remete-nos ao nosso universo de sonhos inacabáveis, dos projectos que podemos ter como planos longínquos da felicidade – que não podemos ter – porque não temos dinheiro. Bastante meditativo, o trabalho de Holzer contesta a procura inalcançável do ser humano em busca de satisfação.

5 comentários:

  1. Muito bonito... mas é pura prepotência dizer que Placebo "copiou" uma frase dessas para fazer uma música e não conseguiu alcançar o objetivo inatingível da super intelectual pichadora revolucionária que quer mudar o mundo.
    A música do Placebo, apesar de usar talvez a mesma frase, não diz nada sobre a procura incansável ou insatisfação do ser-humano. Placebo fala sobre as leis que protegem os jovens das drogas. Os jovens querem usá-las e o governo quer afastá-las dos josvens. A sociedade quer proteger a juventude de sua natural auto-destruição, quer proteger a juventude de sua própria rebeldia.

    Olha isso:

    É a doença da idade
    É a doença que desejamos
    Sozinho no final da rave
    Nós pegamos o último ônibus para casa

    A empresa America acorda
    Café República e bolos
    Estamos abertos a trava da porta
    Do buraco que chamamos de nossa casa

    Proteja-me daquilo que eu quero ...
    Proteja-me a me proteger

    Talvez nós somos vítimas do destino
    Lembra quando nós celebramos
    Gostaríamos beber e de alta até o final
    E agora estamos sozinhos

    "Wedding bells ain't gonna chime"
    Com nós dois culpados de crime
    E nós dois condenados à hora
    E agora estamos sozinhos

    Proteja-me daquilo que eu quero ...
    Proteja-me a me proteger
    Proteja-me daquilo que eu quero ...
    Proteja-me a me proteger

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  2. bom, às vezes as gente busca coisas que não se compra e busca inclusive pessoas. aí é ruim. por que o que existe nas pessoas afinal.

    saudades de ti, anajara:
    tua presença calma e os olhos tranquilos.

    que tenhas conseguido conservar essa lindeza tua. um beijo. quando vieres, manda um scrap, marcamos um café.

    narjara.

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  3. olá Koostella, olá Narjara

    e desculpem a demora imensa...eu geralmente estou acostumada com o fato de que ninguém vai comentar aqui, hoohoho.
    Koostella, eu não queria menosprezar o Placebo e vangloriar a Holzer. Isso era só um exercício de escrita que tive de fazer e neste exercício o objetivo era falar sobre a obra, e de preferência falar bem, porque a pessoa que queria que eu escrevesse claramente tinha essa intenção. Não acho que tenha sido tão grave. Só queria que soubessem de onde a frase vem.
    .
    Narjara, minha querida, que bom que escreveste. é verdade, sabe-se lá o que existe nelas. Se eu sou uma, e não sei tão mais do que sei.
    aguardo nosso café. fico contente. um beijo

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  4. Almir Rogério é o autor da música Fuscão Preto. E o Falcão só passou para o inglês. Sucesso total! :)

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  5. hahahahahahahhahahahahahhahahahah!
    Falconces mandou muito melhor né ow,orrax

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