
Como se estivesse em algum lugar escrito, planejado, que tinha de ser assim, e era lindo, era leve, dava vontade de flutuar pelo mundo.
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Como se o ar ou água fossem faltar, como se o sol não fosse aquecer? Não.
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Entram uns pontinhos de reticência e fica ali, o amor, a espreitar-me pela janela da alma.
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Deve de ser como dançar na chuva. Pois eu digo-te: eu não sei. Não se sabe se de fato é amor se não se prova, mas depois de provar é que se percebe a coisa em si. Estes amores forçados,tenho cá para mim, que não são amor. Acho que deve ser leve e a gente não sente o peso, mas sabe que está lá, e mesmo que diga: não, não, eu não quero mais! O outro se ri e sabe que não é de verdade.
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Só com muita estupidez e ansiedade se acaba com isso.
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Tenho cá para mim que é assim também que se amam todas as coisas de um jeito de amar de verdade. Não me perguntem mais, eu não sei o que me acontece: mudei de pedra para algodão.
a "foto" é de um artista chamado Bansky.
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